Suécia

A Suécia é uma monarquia constitucional situada na península escandinava. Limita-se ao norte e a oeste com a Noruega, a nordeste com a Finlândia, a leste com o golfo de Botnia e o mar Báltico e a sudoeste com os estreitos de Oresund, Kattegat e Skagerrak. Possui as ilhas de Gotland e Öland no mar Báltico.

O país tem uma superfície de 449.964 km2, o terceiro maior da Europa Ocidental, e uma população de 8.878.000 habitantes. A capital é Estocolmo e as outras cidades mais importantes são Gotemburgo e Malmö. O luteranismo é a religião de 88% dos suecos.

Estocolmo é a capital da Suécia onde habitam 1,3 milhões de pessoas, cerca de 1/5 da população sueca. Estocolmo é o maior e mais importante centro urbano, cultural, político, financeiro e comercial da Suécia desde o século XIII. A sua localização estratégica sobre 14 ilhas no centro-sul da costa leste da Suécia, ao longo do Lago Mälaren e na junção com o Mar Báltico, tem sido historicamente importante. Uma vez que a capital sueca está situada sobre ilhas conhecidas por sua beleza, a cidade é destino de turistas de todo o mundo, tendo sido apelidada de “Veneza do Norte” pelos seus canais entre ilhas. Estocolmo é conhecida pelos seus edifícios e monumentos extremamente bem preservados, pelos seus parques, por sua riquíssima vida cultural e gastronómica, e pela gigantesca qualidade de vida que oferece à seus moradores.
Em termos turísticos, os motivos de interesse são muitos em Estocolmo. O coração do centro histórico fica em Gamla Stan (cidade antiga), que ocupa a Ilha Stadsholmen. Esta zona fundada no século XIII, apresenta ruas medievais com edifícios piturescos, centrada na praça Stortorget, onde fica o Museu do Nobel e a Catedral de Estocolmo, a principal igreja luterana da cidade de 1279, construída em estilo gótico. No interior da Catedral existe uma estátua de madeira impressionante de São Jorge e o Dragão de 1489. No alto da torre da Catedral obtém-se uma das melhores vistas da cidade. Em Gamla Stan é de destacar, em comparação com os pequenos edifícios medievais, o enorme Palácio Real, construído em estilo barroco desde 1697 até 1760. Todos os dias decorre a Mudança da Guarda a cavalo no pátio do palácio. Ao lado do Palácio Real, na ilha adjacente de Helgeandsholmen, fica o “Riksdag” Parlamento da Suécia (1905).
Para norte de Gamla Stan fica a maior ilha de Östermalm. Caminhando do Parlamento para norte, fica a rua pedonal de comércio Drottninggatan que na sua metade entroca com a praça moderna Sergels Torg, ainda perto da Igreja Sta Klara de 1572 com uma torre alta que se destaca.
Ao lado ocidental desta zona, na Ilha de Kungsholmen fica um dos cartões postais da cidade, a Stadshus (Câmara Municipal) com a sua arquitectura impressionante em estilo nacional romântico, construída entre 1911 e 1923. O famoso banquete do Prémio Nobel acontece aqui. Voltando a Östermalm, para leste junto ao canal Norrström fica a praça Gustav Adolfs Torg, a Ópera Real e o parque Kungsträdgarden. Contornando o cais Nybroviken pela avenida Strandvägen, chega-se à ilha Djurgarden com seus museus e zoológico, no centro da cidade, com destaque para o museu ao ar Gustav livre Skansen, retratando a Suécia do passado, mas sobretudo o fabuloso Museu Vasa, cujo principal foco é o navio Vasa do século XVII que se afundou na sua viagem inaugural em 1628 e foi resgatado praticamente intacto e se encontra em exposição. Ainda nesta ilha fica o parque de diversões Gröna Lund que tem ligações de barco a Gamla Stan.
Para sul de Gamla Stan fica a ilha de Södermalm que na ligação a Gamla Stan em Slussen contém a divisão entre o Lago Mälaren a oeste e o Mar Báltico a leste, através de comportas. Nesta zona fica o Elevador Katarina que faz a ligação da parte baixa de Slussen à parte mais alta de Södermalm. Aqui existe um miradouro que oferece vistas panorâmicas. Ainda nesta ilha é de destacar a imponente Igreja Högalid de 1923. Na ponta noroeste de Södermalm , fica a pequena ilha de Längholmen que tem parques atraem os habitantes da cidade ao fim-de-semana e uma Praia que dá para o Lago Mälaren e que com bom tempo oferece uma temperatura de água que permite óptimos mergulhos.
A sul de Södermalm, no bairro de Johanneshov, fica uma moderna atracção turística da cidade, o Ericsson Globe, uma arena de espectáculos que no seu exterior tem o Skyview, um elevador panorâmico que o contorna até ao topo, oferecendo uma vista panorâmica da cidade.

Arquipélago de Estocolmo é uma formação de cerca de 30000 ilhas e ilhotas que se estende de Estocolmo por 60 km para leste. Entre as ilhas forma-se o canal que permite a saída de grande navios de cruzeiro de Estocolmo em direcção ao Mar Báltico. Este percurso é fantástico serpenteando entre as ilhas entre paisagens verdejantes com pequenas casas de campo coloridas. O Castelo de Vaxholm, construído para defesa de Estocolmo em 1544 pode ser observado de longe neste percurso.

Malmö é a terceira maior cidade da Suécia com 265.000 habitantes. Malmö pertenceu alternadamente à Dinamarca e à Suécia. Em 1658, no Tratado de Paz de Roskilde, a Dinamarca concedeu o condado de Skåne à Suécia e Malmö ficou sueco daí em diante.
Talvez a principal atracção da cidade seja o impressionante edifício da Câmara Municipal, construído em estilo gótico em 1546 e com a fachada redecorada em 1869 em estilo renascentista holandês. Este edifício situa-se na praça mais antiga da cidade, Stortorget, onde também está uma estátua equestre do Rei Karl X Gustav que tornou Malmö sueca. A principal rua pedestre é a Södergatan onde ainda se pode ver um armazém antigo de 1590. Outro dos edifícios mais antigos é a Igreja St. Petri do século XIV. Lilla Torg (the Little Square), tem edifícios antigos restaurados onde existe uma vida nocturna vibrante.
Malmöhus, o Castelo de Malmö, fica na parte norte de Kungsparken e Slottsparken. É o mais antigo castelo renascentista da Escandinávia e um vestígio do período dinamarquês. É um Museu desde 1926.


Geografia

A geografia da Suécia é constituida por várias regiões topográficas: as montanhas Kjölen junto à Noruega (aqui fica o pico mais alto – Mt. Kebnekaise – com 2111 m); a leste, um extenso maciço inclinado para a planície costeira; no centro da zona meridional, uma região baixa com lagos (Vatern); ao sul, as terras altas de Smaland. As planícies da Escania ocupam o extremo sul-oriental da península. Os rios principais são Angerman, Dar, Klar, Ume e Torne. Uma sétima parte do país fica ao norte do círculo polar. A vegetação alpina e ártica é dominante.

História

Descobertas arqueológicas comprovam que a área hoje compreendida como Suécia já era povoada durande a Idade da Pedra, quando o gelo resultante da última Era Glaciar recuou. Pensa-se que os primeiros habitantes se tratavam de povos caçadores e recolectores que viviam daquilo que o mar (Mar Báltico) lhes fornecia. Algumas evidências apontam para que o sul da Suécia fosse densamente povoado durante a Idade do Bronze, pois foram encontradas ruinas de grandes comunidades comerciais.

Durante os sécs. IX e X, a cultura Viking prosperou na Suécia, com o comércio. A invasão dirigiu-se em primeiro lugar para oriente, na direcção dos Estados Bálticos, Rússia e do Mar Negro. Em 1389, os três estados escandinavos (Noruega, Suécia e Finlândia) estavam unidos sob um único monarca. A União de Kalmar começou como uma união pessoal, não política e quando em 1520 o rei da Dinamarca e Noruega invadiu a Suécia, esta resistiu chegando mesmo a uma rebelião armada. A Suécia separou-se em 1523, quando Gustav Eriksson Vasa, conhecido mais tarde por Gustav I da Suécia restabeleceu a separação da Coroa Sueca da união.

O séc. XVII viu a Suécia tornar-se numa das principais potências europeias, devido ao sucesso da participação na Guerra dos 30 anos, iniciada pelo Rei Gustavus Adolphus. Esta posição iria desmoronar-se no séc. XVIII, quando a Rússia conquistou os reinos da europa do norte na Grande Guerra do Norte e, eventualmente, quando em 1809 se assistiu à separação da parte oriental da Suécia, criando-se assim a Finlândia como um grão-ducado Russo.

A história recente sueca tem sido pacífica, onde a última guerra foi a Campanha Contra a Noruega (1814), que estabeleceu uma união dominada pela Suécia. Esta união dissolveu-se pacificamente em 1905, apesar de alguma ameaça de guerra. A Suécia foi um país neutro durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial (com uma pequena excepção, a Guerra do Inverno). Continuou a não se posicionar durante a Guerra Fria e hoje não faz parte de nenhuma aliança militar embora tenha participado nos treinos militares da NATO.

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