Mónaco

Mónaco é um pequeno principado encravado no sul de França. O território monegasco, ampliado em mais de 30 hectares entre 1969 e 1972 com terrenos ganhos ao mar, estende-se cerca de 3 km, ao longo da costa provençal, protegido pelos contrafortes dos Alpes Marítimos (Tête de Chien, 573 m; monte Agel, 1100 m). Tem uma população aproximada de 30.000 habitantes e uma superfície de 1,95 km2, equivalente a um pequeno centro urbano. A capital desta pequena nação chama-se por isso Mónaco.

Mónaco está dividido em várias secções. A Cidade do Mónaco está localizada numa pequena península que desemboca no mar, albergando o famoso porto. Aqui estão localizadas as ruas estreitas medievais, com lojas e cafés, na área a que se chama Cidade Antiga. Aqui, os destaques são Place Saint Nicolas, Placette Bosio, Chapelle de la Miséricorde, Palais de Justice e a Catedral, uma igreja românica-bizantina construída em 1875. A próxima paragem natural é a Praça do Palácio onde ocorre todos os dias a Mudança da Guarda às 11:55, em frente ao Palácio do Príncipe. O Palácio foi construído originalmente no século XIII e foi depois modificado durante a Renascença. Protegendo as tradições ancestrais, com a sua galeria de estilo italiano com frescos do século XVI, o Palácio do Príncipe mostra alguns tesouros ao público. Na praça do Palácio, admire a vista panorâmica enquanto explora os Jardins Saint-Martin. Planeados nos anos 1830’s, pelo Príncipe Honoré V, os Jardins cercam o Museu Oceanográfico, outra obra-prima da arquitectura do Principado. Este Museu foi inaugurado em 1910 pelo seu fundador Príncipe Albert I, e é um reputado instituto oceanográfico que chegou a ser dirigido pelo Capitão Cousteau durante muito tempo. A fachada fica sobre uma falésia com 85 metros de altura acima do mar.

Monte Carlo é a designação da zona em redor do Casino, uma obra-prima do arquitecto Charles Garnier. Construído em 1863, o Casino foi desenhado em redor de um átrio cercado por 28 colunas de ónix. Atrás, a Sala Garnier, um teatro de estilo italiano decorado em vermelho e dourado, é uma réplica em miniatura da Ópera de Paris. Não hesite em olhar para as vitrinas das lojas de luxo à volta da Praça do Casino. Os Jardins do Casino e Esplanadas têm magníficos canteiros de flores e uma bonita vista para o mar. Descendo um caminho em direcção ao mar, encontrará o Museu Nacional e o Jardim Japonês.

Fontvieille é o bairro cuja área completa foi conquistada ao mar. O Principado usou tecnologias modernas para o fazer e em troca, ali permitiu a instalação de industrias de alta tecnologia não poluidoras. Aqui, o Estádio Louis II foi inaugurado em 1985. É um recinto desportivo de nível internacional. Em Fontvieille, os visitantes ficarão maravilhados pela imensidão azul do Mediterrâneo.

La Condamine é a zona em redor de Port d’Hercule. Para apreciar as tradições monegascas, visite o mercado local em La Condamine. Ali perto, a área pedestre da Rue Princesse Caroline, tem uma paisagem muito agradável de jardins e suaves curvas que descem para o mar. No porto, é possível embarcar numa aventura pelo fundo do mar da Baía do Mónaco, num catamaran com o fundo de vidro. Para aproveitar os prazeres do Mónaco, explore o porto e tome uma bebida num dos muitos bares da frente marítima.


Geografia

O principado goza de um clima mediterrânico muito suave no inverno e apresenta uma vegetação exuberante, o que explica que, em meados do século XIX, se tenha convertido em estância balnear e centro turístico de fama mundial, aproveitando vantagens fiscais concedidas. O Casino de Monte Carlo, a Marina luxuosa e o Grande Prémio de Fórmula 1 atraem ricos de todo o mundo.

História

Mónaco foi fundado como colónia fenícia e mais tarde foi ocupado por gregos e cartagineses, e em seguida pelos romanos, no final do século II a.C. A partir da queda do Império Romano no século V, a região foi invadida a intervalos regulares por diversos povos. No século VII tornou-se parte do reino lombardo e no século seguinte, do reino de Arles. Esteve sob domínio muçulmano após a invasão dos sarracenos a França. A partir do século X, a região começou a ser povoada pouco a pouco.

Em 1191, o território que é hoje o Mónaco foi cedido à República de Génova, como uma colónia. Em 1297 os Grimaldi, uma família nobre da República de Génova com ascendência em diversos doges genoveses, ligou-se à fortaleza e colocou a primeira pedra da praça fortificada (hoje o palácio do principado). Seu chefe, Fulco del Castello, obteve de Henrique IV, Sacro Imperador Romano-Germânico, a soberania do conjunto de terras que rodeiam o rochedo do Mónaco e, para atrair uma população estável, concedeu uma série de vantagens como a concessão de terras com isenção de impostos. A partir de então, a região converteu-se no objectivo de luta entre os dois grandes partidos de Génova: os gibelinos (partidários do Sacro Imperador Romano-Germânico) e os guelfos (fiéis ao Papa), estes últimos aliados dos Grimaldi.

Em 1331, Carlos Grimaldi reconquistou a região e adquiriu as possessões dos Spinola, aliados dos gibelinos, além dos domínios de Menton e Roquebrune. Passou a ser considerado o verdadeiro fundador do principado, e o primeiro senhor do Mónaco. Carlos I morreu em 1357 e seu filho Rainier II combateu aos genoveses até que, em 1489 Carlos VIII, Rei de França e Carlos I, Duque de Sabóia, reconheceram a soberania do Mónaco.

Em 1612, Honorato II passou a usar o título de príncipe e senhor do Mónaco. Em Setembro de 1641, após uma década de negociações, Honorato II e o rei Luís XIII de França firmaram o Tratado de Peroné, pelo qual reconheciam o direito de soberania do Mónaco. A França assegurou então a sua proteção ao príncipe do Mónaco. No mesmo ano os espanhóis foram expulsos do principado.

Durante a Revolução Francesa, o Mónaco foi anexado à França. Em 1815, no Congresso de Viena, o Mónaco recuperou parcialmente a sua independência, após ser declarado território protectorado do Reino da Sardenha e, em 1860, o Tratado de Viena devolveu totalmente a soberania monegasca. O príncipe-soberano Carlos III contribuiu com o progresso económico do principado, tendo aberto em 1863 o primeiro casino e em 1866 o Centro Monte Carlo.

Em 1918, um tratado serviu para delimitar a protecção da França sobre o Mónaco. O tratado estabeleceu que a política monegasca estaria alinhada à da França, da mesma forma que os interesses militares e económicos, bem como que, caso a família Grimaldi não continue a sua linhagem, o principado será absorvido pela França.

Em 2002, um novo tratado entre França e o Mónaco especificou que, na ausência de herdeiros por parte da dinastia Grimaldi, o principado continuará como nação independente em vez de ser revertido a território francês. A defesa militar do Mónaco, entretanto, persiste como responsabilidade das Forças Armadas de França.

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