Jamaica

Jamaica é uma nação que ocupa na totalidade a terceira maior ilha do Mar das Caraíbas, com uma superfície de 10990 km2, situando-se cerca de 145 km ao sul de Cuba e 191 km a oeste de Hispaniola. Tem uma população de 2,8 milhões de habitantes e a sua capital é Kingston. O país tornou-se independente do Reino Unido em 1962. A Jamaica tem uma grande diáspora em todo o mundo, devido à emigração do país. O país pertence à Commonwealth, sendo a Rainha Elizabeth II a chefe de estado. A Jamaica é uma monarquia constitucional parlamentar.

Montego Bay é uma das maiores cidades da Jamaica com perto de 100 mil habitantes e tem o seu aeroporto mais importante que acolhe a mior parte dos turistas na ilha. Tem também o maior porto que recebe os grandes navios de cruseiro. Doctor’s Cave Beach é uma das mais conhecidas praias da Jamaica, e um destino turístico popular em Montego Bay. Nas proximidades da cidade, fica o Rose Hall, um palácio intimamente ligado a uma das mais conhecidas figuras do imaginário jamaicano, Annie Palmer, a Bruxa Branca.

Ocho Ríos é uma cidade na costa norte da Jamaica. Foi antigamente um vilarejo de pescadores, sendo atualmente um dos principais destinos turísticos do país. Nesta cidade pode visitar-se Columbus Park, onde supostamente Colombo chegou a terra e também se pode ver casas coloniais espanholas. Não existem 8 rios na cidade, sendo o nome provavelmente um mal-entendido dos ingleses sobre um nome espanhol. Existe um mercado de artesanato no centro da cidade.

Dunn’s River Falls é uma cascata famosa perto de Ocho Rios que se tornou numa atracção turistíca famosa. Tem um desnível de 55 metros e uma extensão de 180 metros. A queda de água vai correndo para baixo em grandes socalcos que por vezes formam pequenas lagoas, até chegar a uma bonita praia no Mar das Caraíbas. O passatempo preferido dos turistas é escalar a cascata.

Negril é uma  estância balnear no extremos oeste da Jamaica, oferecendo uma linda praia com 11 kms de extensão, conhecida como “7 mile beach”, desde o Rio Negril até Rutland Point no norte. A West End Road também é conhecida como Lighthouse Road devido ao Farol que protege os navegadores das falésias. Negril oferece tanto hotéis familiares como grandes resorts. A West End Road também é conhecida como a “cliff area”  com resorts mais privados. Aqui fica também o famoso Rick’s Café, inaugurado em 1974, e que se tornou numa lenda do Caribe com o seu pôr-do-sol, bom ambiente e música e o acesso aos pontos de mergulho nas falésias que atingem 12 metros de mergulho e fazem as delícias de “saltadores” locais e estrangeiros.


Geografia

A ilha apresenta de uma forma regular, montanhas no interior com uma faixa plana mais estreita junto ao litoral. Devido à humidade a paisagem é sempre verdejante.

O cristianismo é a maior religião praticada na Jamaica e as maiores denominações do país são a Igreja de Deus (24% da população), a Igreja Adventista do Sétimo DIa (11%), Pentecostais (10%), Baptistas (7%), Anglicanos (4%), Católicos (2%) e outros protestantes.

A língua oficial é o inglês, embora os jamaicanos falem mais comumente o Patois que é uma espécie de variante crioula do inglês que se tornou conhecida pela divulgação do Reaggae, a música nacional da Jamaica.

História

Os índios aruaques e taínos, originários da América do Sul, estabeleceram-se na ilah entre 4000 e 1000 a.c. Quando Cristovão Colombo chegou em 1494 havia mais de 200 aldeias. A costa sul da Jamaica era a mais povoada, especialmente em torno da área hoje conhecida como Porto Velho. Os taínos ainda habitavam a Jamaica quando os britânicos assumiram o controle da ilha em 1655.

Colombo reivindicou a Jamaica para a Espanha após aportar lá em 1494, provavelmente em Porto Seco, agora chamado de Discovery Bay. St. Ann Bay foi batizada de ” Santa Glória” por Colombo, como o primeiro avistamento de terra. Uma milha a oeste de St. Ann Bay é o local do primeiro assentamento espanhol na ilha, conhecido como Sevilla, que foi criado em 1509 e abandonado por volta de 1524 porque foi considerado insalubre. A capital foi transferida para a cidade espanhola então chamada São Jago de la Vega, por volta de 1534 (na atual St. Catherine).

Os espanhóis foram expulsos à força pelos britânicos em Ocho Rios, em St. Ann. Em 1655, os britânicos, liderados por Sir William Penn e pelo General Robert Venables, assumiram o último forte espanhol na Jamaica. O nome de Montego Bay, a capital da paróquia de St. James, é proveniente do nome em espanhol mantega bahía (ou baía de banha), aludindo à indústria de produção de banha com base no processamento dos inúmeros javalis na área.

Em 1660, a população da Jamaica era de cerca de 4500 brancos e 1500 negros mas, já na década de 1670, os negros formaram a maioria da população. Por conta de perseguição na Europa, a Jamaica tornou-se um refúgio para os judeus no Novo Mundo, atraindo também aqueles que tinham sido expulsos de Espanha e Portugal. Os primeiros judeus tinham chegado em 1510, logo após o filho de Cristóvão Colombo se estabelecer na ilha. Formada principalmente por mercadores e comerciantes, a comunidade judaica foi forçado a viver uma vida clandestina e autodenominaram-se “portugals”. Depois que os britânicos assumiram o governo da Jamaica, os judeus da ilha decidiram que a melhor defesa contra uma possível tentativa de reconquista por parte da Espanha era contribuir para que a colónia se tornasse uma base para os piratas do Caribe. Com os piratas instalados em Port Royal, os espanhóis seriam dissuadidos de atacar. Os líderes britânicos concordaram com a viabilidade desta estratégia para evitar uma agressão externa.

Quando os britânicos capturaram a Jamaica em 1655 , os colonos espanhóis fugiram depois de libertar os seus escravos. Os escravos ficaram dispersos nas montanhas, juntando-se a quilombolas ou com os que tinham anteriormente escapado dos espanhóis para viver com os taínos. Os quilombolas jamaicanos combateram os britânicos durante o século XVIII. O nome é usado ainda hoje por seus descendentes modernos. Durante os séculos de escravidão, os quilombolas estabeleceram comunidades livres no interior montanhoso da Jamaica, onde eles mantiveram a sua liberdade e independência por gerações.

Durante os primeiros 200 anos de domínio britânico, a Jamaica tornou-se um dos principais exportadores de açúcar e uma das nações dependentes de escravos do mundo, produzindo mais de 77 mil toneladas de açúcar por ano entre 1820 e 1824. Após a abolição do tráfico de escravos em 1807, os ingleses importaram trabalhadores indianos e chineses como servos para complementar a força de trabalho. Muitos de seus descendentes continuam a residir na Jamaica atualmente.

O excesso de zelo britânico no uso de escravos voltou-se contra eles, e no início do século XIX o número de negros era quase 10 vezes maior do que o de brancos. Seguiu-se uma série de revoltas e, em 1838, a escravatura foi formalmente abolida. Ao longo dos anos que se seguiram, o grau de autonomia da Jamaica foi aumentando e, em 1958, a Jamaica passou a ser uma província de uma nação independente chamada Federação das Índias Ocidentais. A Jamaica saiu da federação em 1962 e tornou-se uma nação soberana.

A deterioração das condições económicas durante a década de 1970 levou a um estado de violência endémica e à queda do turismo. Actualmente o turismo floresce e traz prosperidade ao povo da Jamaica que com o seu Reaggae e boa disposição facilmente contagiam os visitantes desta ilha.

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