França / Paris

Île-de-France
A região de Île-de-France tem uma superfície de 12.011 km2 e uma população de 11 milhões de habitantes. Esta região equivale aproximadamente à área metropolitana de Paris, que é a sua capital. Desta forma, os factos relativos à região de Île-de-France confundem-se com os da cidade capital de França.

Paris é uma cidade magnífica, uma das mais famosas do mundo. A história de Paris começou em 250 AC, quando uma tribo celta denominada Parisii, fundou uma povoação de pescadores, Lutetia, na Île-de-la-Cité. Os romanos foram atraídos a este local estratégico, um cruzamento natural entre a Alemanha e a Espanha, e assumiram o controlo da cidade em 52 AC, expandindo-a ao estilo imperial. Mais tarde vieram os Francos que no século V designaram Paris para capital do seu reino. O primeiro Rei de França, Hugo Capeto, governou em 987, a partir de Paris. Na Idade Média, a cidade prospera e torna-se um importante centro religioso e comercial. Constroem-se as primeiras grandes igrejas e abadias, e a Ile de la Cité, densamente povoada, torna-se um grande mercado, onde se desenvolve o artesanato e o comércio de luxo. A cidade expande as suas fronteiras e, em 1215, com a instalação da universidade, Paris floresce intelectualmente, atraindo académicos de todo o mundo. No período da Renascença, predomina o estilo gótico flamejante, e a população da cidade aumenta a ponto de se tornar a segunda da Europa, depois de Constantinopla. Há uma reorganização urbanística, e a residência real é construída em Paris. Para esse fim, nasce o Louvre. A chegada do século XVII trouxe consigo a cintilante exuberância de Louis XIV (o Rei- Sol) e da sua corte em Versailles. Com a revolução de 1789, o povo sobe ao governo, mas logo no princípio do novo século Napoleão Bonaparte autoproclama-se imperador da França. Para imprimir a marca do seu prestígio, inunda a cidade com arcos de triunfo, colunas, igrejas e pontes, imitações neoclássicas da glória antiga. Em 1848 o Barão Haussman promove a modernização de Paris. As ruas sujas, pequenas, desordenadas e cheias de gente transformam-se em largas avenidas e boulevards. No século XX, a cidade entrou na Avant- Gard, e vibrou com os novos movimentos de arte, literatura e música.

Paris é uma das cidades mais visitadas do mundo, as suas atracções são famosas e por isso descritas inúmeras vezes. Aqui fica mais uma descrição resumida dos pontos mais interessantes de Paris. O Rio Sena divide a cidade em duas partes. Comecemos então a ronda pelo centro geográfico de Paris, as duas ilhas no Rio Sena onde a cidade foi fundada. A maior, Île de la Cité, contém um dos monumentos mais emblemáticos de Paris, a Catedral de Notre-Dame, construída no século XII em estilo gótico, mas foi sendo complementada até ao século XIV. A visão das traseiras da Catedral do cais da margem sul é um famoso postal. Também na mesma ilha, encontra-se um dos segredos mais bem guardados de Paris, a soberba Sainte Chapelle é uma igreja gótica em que as paredes não existem, mas sim magníficos vitrais em todo o seu redor. Foi iniciada no século XIII pelo Rei Louis IX no tempo das cruzadas, para albergar a Cruz de Espinhos de Cristo, sendo construída em dois níveis, a capela-baixa para os servos e a capela alta para o rei. Na Conciergerie pode-se visitar o local onde membros da monarquia estiveram presos antes de serem decapitados, durante a Revolução Francesa. Na outra ilha vizinha, Île St. Louis, as mansões são charmosas e as ruas elegantes. Seguindo para a margem direita do Sena, ou Rive Droite como chamam os franceses, pelo Boulevard Henri IV chega-se facilmente à Place des Vosges, uma elegante praça no início do século XVII com um conjunto muito homogéneo de casas em tijolo vermelho com arcadas, que é o centro do pitoresco bairro de Marais. Este bairro antigo tornou-se muito procurado por artistas e tem adquirido um notável carisma, ilustrado por exemplo na Rue des Rosiers. Seguindo pela longa Rue Rivoli chega-se ao esplendoroso edifício do Hôtel de Ville (Câmara Municipal), em estilo renascentista do século XIX. Continuando pela Rue Rivoli, do lado direito há um conjunto de quarteirões marcados pelo Centro Pompidou, um edifício avant-garde que foi controverso quando abriu em 1977 devido à sua arquitectura moderna que bem contrasta com a homogeneidade monumental de Paris. Alberga o Museu Nacional de Arte Moderna entre muitas outras coisas. Ainda pela Rue Rivoli, chega-se finalmente ao Museu do Louvre. A fachada exterior nesta rua esconde um imenso mundo do outro lado. De facto, o Palácio do Louvre é imenso, um mundo só por si, e circunda uma enorme praça onde se ergue a polémica Pirâmide do Louvre em vidro de 1989 onde se situa a entrada para o Museu, o Arc du Triomphe du Carrousel, mais um arco triunfal de Napoleão construído à semelhança do Arco de Constantino em Roma, que é praticamente a porta de entrada nos bonitos Jardins des Tuileries. O Palácio do Louvre foi mandado construir no século XVI pelo Rei François I em estilo renascentista, com melhoramentos feitos até 1667. Em 1678, a residência real mudou-se para Versailles e o Louvre tornou-se numa galeria de arte e finalmente em 1803 no Museu Napoleão. O Museu propriamente dito é hoje um dos maiores e mais famosos do mundo com magníficas colecções de arte antiga egípcia, grega, etrusca, romana, oriental e também colecções de pintura e escultura de várias épocas com destaque para os pintores renascentistas italianos, onde se inclui o mais famoso quadro do mundo, a Mona Lisa de Da Vinci. Ao longo do comprimento do Louvre, do lado direito da Rue Rivoli, destacam-se o Palais Royal, a Place Vendôme e a Opéra, um esplendoroso edifício barroco aberto em 1875. Do lado oposto ao Louvre do Jardin des Tuileries fica a imponente Place de la Concorde. Além de ali se erguer um magnífico obelisco egípcio do Templo de Luxor, a vista também é majestosa. Assim, saindo do Jardim, vê-se ao fundo o Arco do Triunfo, para a esquerda, na outra margem do rio, a Assembleia Nacional (Palais Bourbon), para a direita a Igreja de Madeleine, um igreja em estilo neo-clássico, construída no século XVIII para consagrar a glória de Napoleão. Na Place de la Concorde inicia-se a famosa Avenue des Champs Élysées que termina no Arco do Triunfo. Ainda no início dos Champs Élysées, merece a pena fazer um desvio à esquerda para a Avenida Churchill e aí passar pelo Grand Palais e Petit Palais para chegar à sumptuosa Pont Alexandre III. O Arco do Triunfo é o maior arco triunfal do mundo com 49 m de altura e 44 m de largura, foi iniciado por Napoleão para comemorar as vitórias do seu exército e finalmente inaugurado em 1936. Alberga também o túmulo do soldado desconhecido e a vista do topo do arco é fantástica. A praça onde está o Arco, chama-se Charles de Gaulle Étoile e dela saem 12 avenidas em raios concêntricos formando uma estrela. Os edifícios são muito homogéneos e imponentes, como aliás em toda a cidade. Uma das avenidas, Avenue Hoche, permite chegar ao bonito Parc Monceau, cheio de flores e esculturas e à rua do Faubourg Saint Honoré, famosa pela sua elegância com lojas de luxo e a residência do Presidente de França, o Palácio do Eliseu. Do Arco do Triunfo pode caminhar-se em seguida pela Avenue Kléber até à Place du Trocadéro. Do alto deste complexo monumental, a vista é estonteante para o mais famoso ex-libris de Paris. A Torre Eiffel foi construída por Gustave Eiffel em 1889 para a Exposição Internacional que celebrava os 100 anos da Revolução Francesa. Foi até 1930 o mais alto edifício do mundo, contando com 307 m de altura. A vista do topo é magnífica. Junto ao rio, na base da Torre Eiffel, é um dos sítios possíveis para embarcar numa das populares viagens pelo Sena nos Bateaux Mouches.

A Torre Eiffel ergue-se desde os jardins de Champs de Mars, já na margem esquerda do Rio Sena (Rive Gauche). Caminhando até ao final deste jardim, passa-se pela Escola Militar e pela sede da UNESCO. Ali perto fica o amplo relvado Esplanade des Invalides onde se destaca o bonito palácio barroco Hotêl des Invalides, construído em 1670 para albergar os soldados feitos inválidos nas batalhas e famoso por albergar a igreja com uma cúpula alta, onde está o túmulo de Napoleão. Seguindo para o Rio Sena junto à Ponte Alexandre III, mais à frente junto ao Sena fica o excelente Museu d’Orsay, aberto em 1986 numa antiga estação ferroviária em estilo neo-clássico de 1900, é juntamente com o Louvre um museu de arte de nível mundial. Alberga fabulosas colecções de pintura desde 1848 a 1914, incluindo pintores neo-realistas, impressionistas, pós-impressionistas, cubistas e expressionistas. Mais para sul na margem esquerda fica o bairro de Saint Germain des Près, em redor da Place St. Michel, Rue de Rennes e Boulevard Montparnasse, que preserva edifícios do século XVII com lojas de antiguidades e livrarias, tornou-se frequentado após a 2ª Guerra Mundial por filósofos e escritores como Sartre e Simone de Beauvoir e mantém hoje essa aura intelectual juntando ainda uma componente boémia. Ali perto fica o Palais du Luxembourg com os seus bonitos jardins e a seu lado a Sorbonne, o primeiro colégio universitário fundado em 1253 e que deu origem à Universidade de Paris. Como as aulas da universidade eram inicialmente dadas em Latim, o bairro associado à vida académica e também boémia, foi denominado Quartier Latin e mantém hoje uma animada vida nocturna com o colorido dos estudantes, sendo a Rue de la Huchette uma das ruas de referência no bairro. O Panteão foi construído em no século XVIII em estilo barroco e alberga túmulos de franceses famosos como Voltaire, Rousseau e Victor Hugo.

Um pouco mais afastado do centro fica o pitoresco bairro de Montmartre, conhecido pelas ruas estreitas e pelos artistas que pintam retratos dos turistas nas ruas. O maior monumento em Montmartre é a magnífica Basílica do Sacré Coeur, construída em estilo bizantino em 1876 e aberta em 1919. Esta igreja situa-se sobre uma colina e por isso, a vista da sua base ou da sua cúpula é fantástica, dando a sensação de ter Paris a seus pés. Descendo a escadaria do Sacré Coeur, chega-se à zona da Place Pigale, mais um templo da vida nocturna de Paris, com cinemas, teatros, clubes famosos pelos seus espectáculos como o Lido, Folies Bèrgeres ou Moulin Rouge e ainda as características sex-shops.

Outros motivos de interesse em Paris incluem o Bois de Boulogne, o maior parque florestal dentro da cidade, o bairro de Montparnasse, a Place de la Bastille com a sua Coluna de Julho que celebra a Revolução Francesa iniciada com a invasão da Prisão da Bastilha naquele lugar, ou o Cemitério Père Lachaise, talvez o cemitério em todo o mundo onde estejam sepultadas mais pessoas famosas. La Défense também tem atraído muitos turistas devido à modernidade da sua arquitectura, dos seus arranha-céus que a tornam um pouco na Manhattan de Paris, mas sobretudo pelo novo Arco de La Défense, onde se pode subir para obter mais uma fantástica vista da cidade e do Arco do Triunfo ao qual está ligado pela Avenue de la Grande Armée.

Já na periferia de Paris fica o magnífico Parc de La Villette, a “Cidade das Ciências e da Indústria” com um magnífico Museu de Ciência e Tecnologia. E apesar de ainda não poder fazer parte do “Mundo do Fred”, não se pode terminar uma descrição de Paris sem mencionar a Eurodisney, possivelmente o maior parque temático da Europa.

 Versailles é uma cidade de 85.000 habitantes a sudoeste de Paris. A sua maior atracção é sem dúvida o magnífico Palácio de Versailles. O Rei Louis XIII caçava frequentemente nos bosques da região. Em 1627 ordenou que se iniciassem os planos para o Palácio. Em 1660, Louis XIV, pretendendo mudar-se para fora da confusão de Paris mas ficando na mesma perto, mudou-se para o edifício construído pelo anterior monarca e decidiu transformá-lo num palácio. Os trabalhos avançaram e em 1682 o rei fixou residência no Palácio. Em 1688 o Palácio estava concluído. Um dos destaques do Palácio é a Galeria dos Espelhos, com 73 metros de comprimento, 578 espelhos e pinturas no tecto que ilustram a glória e o poder de Louis XIV. Outros pequenos anexos ao Palácio foram construídos por Louis XV e Louis XVI, como o Grand Trianon, Petit Trianon e Petit Hameau de Marie Antoinette.

Paris é sem dúvida o maior centro urbano de França. A maior parte do tráfego aéreo internacional chega aos seus 2 aeroportos: Charles de Gaulle e Orly. De Paris, a rede de ferrovias e rodovias oferece excelentes ligações entre as principais cidades e o resto da França. Como se de uma estrela se tratasse, de Paris saem auto-estradas e ferrovias em todas as direcções, sendo algumas das ferrovias de alta velocidade, com os comboios conhecidos como TGV. Paris fica a 464 kms de Lyon, 777 kms de Marselha, 581 kms de Bordéus, 400 kms de Londres, 310 kms de Bruxelas, 830 kms de Munique, 544 kms de Genebra e 850 kms de Milão.

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