Dinamarca

A Dinamarca é um país do norte da Europa composto pela península da Jutlândia (Jylland) e por um arquipélago de 405 ilhas planas e baixas, das quais 82 são habitadas. As ilhas mais importantes são Fyn e a Zelândia (Sjælland). A ilha de Bornholm localiza-se um pouco para leste do resto do país, no mar Báltico. Muitas das ilhas estão ligadas por pontes. A ponte do Øresund liga a Zelândia à Suécia e a ponte do Grande Belt liga Fyn à Zelândia.

A Dinamarca ocupa uma superfície de 43.070 km2 e tem uma população de 5.387.000 habitantes. É limitada a norte pelo estreito de Skagerrak, que a separa da Noruega, a leste pelo estreito de Kattegat, que a separa da Suécia, e pelo Mar Báltico, a sul pela Alemanha e a oeste pelo Mar do Norte.

O país é, em geral, plano e com poucas elevações (os pontos mais elevados são o Ejer Baunehøj e o Yding Skovhøj, ambos com cerca de 173 metros de altitude. O clima é temperado, com invernos suaves e verões frescos. As cidades principais são a capital, Copenhaga (na Zelândia), Aarhus e Alborg (na Jutlândia) e Odense (em Fyn).

As Ilhas Faroé e a Gronelândia são territórios dinamarqueses com autonomia governativa.

Copenhaga é a capital e principal metrópole da Dinamarca com 1,1 milhões de habitantes. Existem registos da sua história desde 1043 quando era conhecida como Havn (porto) e não era mais que um pequeno porto de pesca no Estreito de Oresund. Em 1343 o Rei Valdemar Atterdag tornou-a na capital da Dinamarca.

Fazendo um tour pela cidade, podemos começar pela parte mais moderna do centro de Copenhaga que é dominada por avenidas amplas como a Vesterbrogade que termina no Stroget (significa em dinamarquês, a rua pedestre onde se deambula). Nesta zona fica o famoso parque de diversões Tivoli que, desde 1843, é um dos mais antigos do mundo.
O Stroget é a principal rua pedestre que começa na ampla Praça da Câmara Municipal. Pelas ruas pedestres à volta do Stroget fica a Rundetarn, uma “velha” torre de onde se pode avistar a cidade e caminhando até ao final chega-se a Nyhavn.
Nyhavn, que significa “o novo porto”, é um canal rodeado de bares e esplanadas num ambiente colorido até pelos edifícios. Aqui pode-se apanhar um barco que faz um “tour” pelos canais de Copenhaga incluindo a zona de Christianshavn.
Perto de Nyhavn fica o Palácio Real Amalienborg, a residência oficial da monarquia dinamarquesa, um palácio barroco do século XVIII que, na verdade tem 4 módulos em redor de uma praça. Todos os dias ao meio-dia pode ver-se a mudança da guarda no pátio. Nas redondezas está estátua da pequena Sereia, talvez o mais famoso símbolo da cidade, que foi colocada em 1913 em homenagem à fábula da Pequena Sereia de Hans Christian Andersen.
Não longe deste centro acima descrito fica Rosenborg Slot, um antigo Palácio Real e jardins.

Copenhaga é hoje detentora de umas das maiores obras de engenharia do mundo, a Ponte de Oresund, com 17 kms (entre ponte e túneis), que faz uma ligação rodo-ferroviária à cidade sueca de Malmö.


Geografia

Copenhaga fica no extremo oriental da ilha da Zelândia, no estreito de Oresund. Em 2000 passou a ter uma ligação rodo-ferroviária a Malmö, na Suécia, através da Ponte de Oresund, com 17 kms é uma das maiores da Europa. Já tinha também ligações rodoviárias à Península da Jutlândia, a parte continental do país onde fica Arhus e Alborg, pela ilha de Fyn. Desta forma, Copenhaga está ligada por auto-estrada à rede alemã e assim a toda a Europa. É então possível agora viajar de carro de qualquer ponto da Europa até à Peninsula Escandinávia. Por a Dinarmarca ser, além da Jutlândia, um arquipélago, existem numerosas ligações de ferry-boat entre as ilhas e também aos países vizinhos. Copenhaga fica a 570 kms de Oslo, 610 kms de Estocolmo, 470 kms de Hamburgo e 1160 kms de Bruxelas.
Copenhaga tem também um importante aeroporto internacional, com ligações directas para inúmeras cidades em toda a Europa e algumas noutros continentes. Este aeroporto serve também a cidade sueca de Malmö.

História

A origem de Dinamarca está perdida na pré-história. A fortaleza mais antiga é datada do século VII, o mesmo do novo alfabeto rúnico. A Dinamarca foi unida por Harold Bluetooth (Harald Blåtand) por volta de 980. Após o século XI os dinamarqueses ficaram conhecidos por Vikings, colonizando, invadindo e negociando em toda a Europa.

Em várias momentos da história, a Dinamarca controlou a Inglaterra, Noruega, Suécia, Islândia, parte das Ilhas Virgens, partes da costa Báltica e o que é agora a Alemanha do norte. Scania era parte de Dinamarca na maior parte de sua história mas foi perdida para a Suécia em 1658.

A união com a Noruega foi dissolvida em 1814, quando Noruega entrou em uma nova união com a Suécia (até 1905). O movimento liberal e nacional dinamarquês teve seu momento em 1830, e após as revoluções europeias de 1848, a Dinamarca tornou-se uma monarquia constitucional em 1849.

Depois da segunda guerra de Schleswig em 1864, a Dinamarca foi forçada a ceder Schleswig-Holstein à Prússia numa derrota que deixou marcas profundas na identidade nacional dinamarquesa. Posteriormente a Dinamarca adoptou uma política de neutralidade, inclusivé durante a Primeira Guerra Mundial.

Em 9 de abril de 1940, a Dinamarca foi invadida pela Alemanha Nazista (operação Weserübung) e permaneceu ocupada durante toda a Segunda Guerra Mundial apesar de alguma resistência interna. Após a guerra, a Dinamarca tornou-se membro da NATO e, em 1973, da Comunidade Económica Européia (mais tarde, União Européia).

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